Das correrias e complexidade do dia-a-dia surge a necessidade de introspecção face à própria natureza. A pureza da emoção como motor de busca e procura. A simplicidade de imagens fotográficas com movimento quotidiano.
No remexer de cadernos de notas sarrabiscadas, as páginas de cantos dobrados sugerem um emaranhado. Dessa teia, duas linguagens tão diferentes encontram pontos comuns. O surrealismo toca o palpável tenuamente. O corpo, objecto estético, vale por si só. As artes circenses, convergindo com as mais diversas áreas, funcionam como veículo de expressão. Na fuga do convencional surge assim um vocabulário pendente.